Aos 5: Um pequeno relato sobre independência e vaidade infantil



POR: Mariella

Ela chorou antes de sair de casa porque queria ir pra escola de botas. Botas. Num calor de 35 graus. Anda no ápice da luta por independência e da vaidade infantil até agora.

Provou todos os sapatos do guarda roupa enquanto eu dizia que estavam todos pequenos ou sujos ou eram inadequados pra escola. Depois de muito drama e ameaças (minhas) de ir descalça pra aula ela aceitou calçar o tênis de sempre.

Antes disso, enquanto arrumava seu cabelo, ela reclamou porque não queria o “penteado de dois coques” pois ele era coisa de bebezinho. Deu trabalho convencer do contrário. Pra dar o seu toque – e não o braço a torcer que ficou fofo – ela foi lá e escolheu uma presilha.

Depois, chegou perguntando: “você tem um batom clarinho pra me emprestar, mãe?”. Antes que eu pudesse responder, achou por conta própria um batom rosa cintilante na minha necessaire, passou e perguntou se tinha borrado.
- Borrou um pouco, filha.
- Não Borrou nada, ficou ótimo.
(Então porque perguntou, cara pálida?).

Disse que queria passar perfume, mostrei onde estava o que a vovó deu de presente.
- Não esse, aquele do vidro de borboleta que é de criança grande.
Foi lá, tomou um banho dele e do outro cômodo eu já podia sentir o cheiro.

Antes de sairmos, correu lá no quarto e pegou seu óculos de sol.
- Agora sim, podemos ir, mãe.

E ela só tem 5 anos…

vaidade-infantil

 

*** — ***

Esse é mais um post da série Crônicas Maternas, que contam de maneira leve, divertida (e principalmente realista) os acontecimentos do nosso dia a dia. Qualquer semelhança com a sua vida de mãe, não é mera coincidência :)

Beijo,

Mari


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Na sombra dos filhos



POR: Mariella

Um dia você vai sair da sombra dos filhos. Vai descobrir que tão bom quanto parí-los é dar à luz a você mesma, depois deles!

Haverá um dia em que seu filho não ocupará 24h do seu dia. Ele vai parar de acordar de madrugada e te dar noites reconfortantes de sono reparador. Vai deixar de mamar e você se livrará daquelas roupas de amamentação que foram pensadas pra tudo, menos pra te deixarem sexy (porque não era essa a intenção mesmo daquele momento).

Vai chegar aquela manhã em que você terá 5 minutos pra se olhar no espelho e mais alguns pra dar um jeito no cabelo, passar um batom, se encarar de verdade outra vez e lembrar de como você é bonita.

Pode não parecer agora, mas vai chegar a noite em que você conseguirá sair de casa e ficar até altas horas, se quiser. E com uma bolsa feminina não equipada com trocador de fralda, porta-mamadeira e lenços umedecidos.
Haverá tardes em que as crias estarão na escola e você poderá desfrutar daquela sensação mágica de ter 2 horinhas pra fazer o que bem entender!

Chegará o dia em que seu filho ficará tranquilamente na sala assistindo um desenho sozinho enquanto você cochila tranquilamente no quarto ao lado.

Acredite, você conseguirá voltar a comer comida quentinha, a fazer suas necessidades com a porta do banheiro trancada (e sem companhia) e a dormir sem alguém pequenininho te nocauteando com socos e chutes a noite toda.
Numa velocidade lentamente avassaladora seus filhos vão crescer. E você sairá da sombra de ser apenas mãe, para voltar a ser tudo em você.

sombra-dos-filhos

Agora, é preciso se perguntar honestamente: você está preparada pra ser outra coisa que não apenas mãe dos seus filhos? Afinal, o que você vai ser quando eles crescerem? Pois o dia de sair da sombra deles vai chegar, provavelmente mais rápido do que você imagina.


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10 fatos sobre gravidez não planejada



POR: Mariella

Só quem já viveu uma gravidez não planejada (ou uma gravidez não desejada, a princípio) sabe como é um baque receber a notícia do positivo no teste de gravidez.

Eu vivi isso há quase 6 anos e, posso dizer, foi ten-so!

E foi sobre essa experiência, o que vivi e aprendi com ela que eu falo nesse vídeo: 10 fatos sobre gravidez não planejada!

Um relato sincero que, eu imagino, conta o que muitas mulheres nessa situação passam e sentem.

Então dá o play aqui embaixo e depois me conta o que achou e a sua opinião/relato sobre o tema

 

 

Pra assistir os outros vídeos do canal, é só clicar AQUI. Não se esqueça de se inscrever por lá, se gostar ;)

Beijo,

Mari


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A nova e louca rotina da mãe que parou de trabalhar fora (eu mesma)



POR: Mariella

Um mês se passou desde o meu último dia de aviso prévio. Dois meses desde o dia que experimentei pela primeira vez o medo, a ansiedade e o frio na barriga de pedir demissão. Não, essa não é a primeira vez que eu “paro de trabalhar” depois que a Clara nasceu, mas a experiência está sendo diferente dessa vez. Dessa vez a escolha foi minha, a decisão foi planejada (até a página dois, mas foi) e por isso o peso da responsabilidade sobre ela também está sendo maior. Afinal, eu sou a mãe que parou de trabalhar fora por livre e espontânea loucura vontade.

 

mae-que-para-de-trabalhar-fora

Nesses últimos 30 dias eu ouvi algumas dezenas de reações diferentes sobre a minha decisão, recebi alguns incentivos (os mais importantes, diga-se de passagem) e também alguns comentários do tipo “então agora você não tá fazendo nada?” ou “que maravilha, hein?!”, mas tenho tentado não fazer nenhum juízo de valor sobre eles.

Também já passei por todas as fases que poderia passar uma mãe que deixa de trabalhar fora pra “ficar em casa”: a alegria de estar “de férias” das obrigações com chefes e horários, a dúvida de ter feito a melhor escolha, a sensação de que agora eu trabalho mais ainda que antes, a liberdade de poder escolher meus horários e o que vou fazer com o meu tempo e…tempo? Que tempo? Taí uma coisa bem relativa. Em 1 mês, o sonho de tirar um cochilo depois do almoço durante a semana ainda não foi realizado. Sentar para ler um livro? Só mesmo pra fazer pose pra foto que ilustra o final desse post.  Tem dias que  o tempo ainda me falta, mas também tô aprendendo a conviver com o fato de que, mesmo em casa, não dá pra fazer tudo que eu gostaria.

E por falar na casa, eu e ela temos vivido entre tapas e beijos, um tórrido caso de amor e vontade de fugir. Uma das coisas que pensei quando decidi pedir demissão era que teria mais tempo e disposição pra manter tudo arrumado, pra cuidar da casa, pra deixá-la mais a nossa cara, pra ser uma legítima dona-de-casa (mesmo nunca tendo gostado de afazeres domésticos, eu confesso). Mas a verdade é que ainda tem dias em que a sala  vai dormir (muito) bagunçada, que a pia amanhece cheia de louça suja e que nem a cama eu arrumo. Tá, tudo bem, nunca fui e talvez nunca venha a ser a dona de casa exemplar – e posso viver muito bem com isso, mas estou tentando manter nossa casa minimamente organizada, enquanto também tento manter minhas outras funções e projetos caminhando também.

E quanto a trabalhar em casa, bom, talvez você já tenha ouvido falar que isso tá longe de ser aquele paraíso que a gente imagina. As distrações são maiores, assim como a auto-cobrança, e se a gente não tiver foco, o dia passa e a gente não conseguiu terminar nada que se propôs a fazer. Eu, uma geminiana que só faz pensar – e querer – umas 100 coisas ao mesmo tempo, ainda tô tentando me adaptar a essa nova rotina.

Bom, e sobre o tempo maior pra cuidar da Clara? Tem dias que realmente “sobra”, tem dias que eu me obrigo a deixar as outras tarefas de lado pra dar atenção total a ela e tem outros em que eu vou dormir ouvindo ela me dizer que eu passei o dia no celular e no computador. Sim, isso é triste. Mas tento compensar dias assim com outros que poderiam me render um troféuzinho de mão do ano! Ela foi uma das pessoas que mais vibrou com a minha decisão de parar de trabalhar fora. A princípio não entendeu muito porque eu a levaria pra escola e voltaria pra casa (“vai fazer o que a tarde inteira em casa?” “por que você não precisa ir mais pro escritório e eu ainda tenho que ira pra escola?”), mas quando percebeu que tempo pra eu trabalhar nos meus projetos durante a tarde – o que antes eu fazia, ou tentava fazer, nos horários em que ela estava em casa – signifcaria mais tempo pra brincar e dar atenção a ela quando tivesse em casa, ela ficou animada com a mudança! Agora resta conseguir organizar toda essa nova e louca rotina pra conseguir focar em uma coisa de cada vez. Dever de casa pra essa mãe geminiana e um pouco confusa.

Enfim, ficar em casa não está sendo as mil maravilhas, mas eu também já imaginava que não seria. Só que entre expectativas mortas e julgamentos feridos,  no fim das contas a balança tá pesando mais pro lado do “tá valendo à pena”. E quando me perguntam “ah, então agora você tá SÓ ficando em casa?” eu sorrio e aceno porque é bem provável que essa pessoa nunca tenha sido uma mãe/dona de casa/empreendedora-home-office na vida. Além do mais, eu já tenho as minhas próprias cobranças, neuras e julgamentos para lidar.

E, vou te dizer, isso não é pouca coisa não.

mae-home-office
Tempo pra ler um livro todinho em paz: continuo sonhando

Quer ler outros relatos/devaneios sobre essa questão de trabalhar ou não trabalhar fora? Já escrevi sobre isso nestes posts:

- Trabalhar fora ou ficar com os filhos: a eterna dúvida materna
- O trabalho e a saudade
- Volta ao trabalho e a luta com a mamadeira
- Os dramas meus de cada dia

Beijo,

Mari

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