{Alerta!} 5 produtos de bebê que parecem inofensivos, mas exigem atenção



POR: Mariella

Quando o assunto é montar o enxoval do bebê ou comprar qualquer coisa para os filhos, a maioria das mães, especialmente aquelas de primeira viagem, acaba extrapolando e adquirindo itens desnecessários. Mas tem um outro problema que vai além de itens que vão ficar lá encostados ou guardados na gaveta: o daqueles produtos de bebê que parecem inofensivos, úteis ou bonitos, mas que podem trazer algum risco à saúde das crianças! Ou seja, produtos que parecem inofensivos e que já até fizeram bastante sucesso entre as mães, mas que deveriam ser evitados – e em alguns casos são realmente proibidos.

 

Abaixo eu listei 5 deles e conto porque eles são contra-indicados ou devem ser usados com cautela por bebês e crianças.

 

1 – Andador

 

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Os andadores fizeram muito sucesso há algumas décadas (inclusive é bem provável que você tenha usado um quando criança), pois consideravam que ele era um bom instrumento pra incentivar os bebês a andarem mais rapidamente, além de permitir certa liberdade para os bebês e as mães.

Mas nos últimos anos, cientistas e pediatras do mundo todo têm condenado o uso do produto, justificando que ele provoca exatamente o contrário, ou seja, pode atrasar os primeiros passos do bebê, além de colocar em risco a segurança e saúde das crianças. Entre os motivos para não usar o andador, está o perigo de acidentes, principalmente em degraus e escadas. Por ser a parte mais desprotegida no andador, a cabeça do bebê costuma ser a mais atingida nessas quedas, provocando de ferimentos leves  até mesmo traumatismo craniano.

Sem falar que pesquisas já indicaram que o uso do andador por bebês na fase dos primeiros passos ou de engatinhar pode acabar atrapalhando o desenvolvimento motor, pois não permite que o bebê aprenda o equilíbrio e a postura adequada para começar a andar. Ou seja, acredito que os benefícios não valem os perigos e riscos que estão por trás do uso do andador, não é? Para saber mais sobre o uso deste item, tem um post bem explicativo com informações e dicas de uma fisioterapeuta lá no blog A Mãe Coruja, da Débora.

 

2 – Chupetas/Mamadeiras decoradas

 

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Você já deve ter visto e talvez até se encantado com as chupetas decoradas com strass, perólas e cristais. Mas a verdade é que todos esses enfeites escondem um perigo para os bebês. Na maioria das vezes, as chupetas customizadas não passam por testes de segurança nem têm o selo do Inmetro, por serem produtos artesanais. Sem esse controle, fica difícil atestar a qualidade dos produtos utilizados pra personalizar os itens e os riscos aumentam.

Pediatras alertam para o perigo dessas pedrinhas e cristais se desprenderem e serem engolidos ou aspirados pelo bebê, provocando engasgos ou asfixia. Sem falar que a cola utilizada também pode provocar casos de intoxicação ou alergia, como bem lembrou a odontopediatra Paula Baião nesse post do blog Mammys (que trás outras informações sobre esse assunto também). Ou seja, acredito que a “beleza” dessas chupetas personalizadas não vale o risco que elas podem oferecer aos nossos bebês, né? Procure sempre por produtos com o selo do Inmetro, pois isso garante que ele passou por testes e foi aprovado para o uso.

 

3 – Protetor de Berço

 

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Assim como acontece com o andador, o uso do protetor de berço não é consenso entre as mães. Com novas informações e pesquisas sendo divulgadas sobre este assunto, é cada vez maior o número de mães que estão deixando de usar esse item, que é um dos primeiros a serem comprados na hora de montar o enxoval do bebê. Eu mesma fui uma das que utilizaram o “kit berço” nos primeiros meses da Clara, mas provavelmente não compraria novamente numa nova gravidez. Mas afinal, o que há contra os protetores de berço? Eles são tão fofos, ajudam na decoração do quarto e, aparentemente, protegem o bebê de acidentes com as grades do berço, não é?

Pois então, os protetores de berço não são recomendados por alguns motivos: aumentam os riscos de sufocação (o bebê pode virar o rosto e ficar com  o nariz e a boca presos em baixo do protetor, dificultando a respiração), podem servir de apoio para o bebê escalar e pular do berço, além de acumularem pó e impossibilitarem a circulação do ar dentro do berço. Aqui tive duas experiências assim: num dos primeiros dias da Clara em casa, não me perguntem como, ela acabou virando a cabecinha e a peguei com o rosto embaixo do protetor lateral (o meu era daqueles bem “recheados”, portanto ocupavam uma boa parte do berço). Foi um susto danado e já me deixou alerta – e pensando em tirar o protetor. Depois de uns meses, no pico do verão, percebia que a Clara soava lá dentro do berço, pois o protetor não deixava circular o ar. Resumo, com uns três meses de uso, quase todo o kit já estava guardado no armário.

Por isso minha dica é: caso você faça mesmo questão de ter um kit berço, procure pelo modelos mais fininhos, que ficam presos bem rente às grades do berço, isso já diminui bastante os riscos de sufocamento ou acidentes com o bebê maiorzinho.

 

4 – Faixas, tiaras e acessórios para a cabeça

 

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Recentemente, uma publicação do médico osteopata José Eduardo viralizou no Facebook. Nele, o médico compartilhava um relato de atendimento a um bebê com quadro de refluxo e insônia, que podem estar relacionado, segundo ele, a compressão com uma tiara de um nervo na cabeça (o nervo vago) que comanda o sistema gastro.

Ele diz: “Estudos já comprovaram que os ossos do crânio se movimentam e no bebê esse movimento é facilmente percebido, no momento do nascimento todos os ossos do crânio são constituídos por um só tecido, a ossificação não está formada e isso permite uma flexibilidade articular imprescindível para o funcionamento de todo corpo. Diferentes fatores podem perturbar o movimento e a flexibilidade do crânio do bebê, um desses fatores pode ser essa FAIXA. Os bebês, em alguns momentos dão sinais que a FAIXA está incomodando e interferindo em outros sistemas do corpo:

- O bebê se movimenta muito para tirar a faixa;
- O bebê muda o comportamento podendo ficar inquieto ou sonolento;
- No dia em que usou a faixa dorme mal;
- No dia que usou a faixa aumenta o refluxo gastroesofágico;
- Alteração do funcionamento do sistema gastrointestinal.”

Apesar de não haver pesquisas que comprovem a correlação desses sintomas ao uso dos acessórios na cabeça do bebê, como em tudo, vale aqui o bom senso! Se quiser usar faixas, tiaras ou mesmo bonezinhos no seu bebê, fique atenta pra que não esteja muito apertado e observe se não o está incomodando de alguma forma. Afinal, sempre melhor prevenir, né?

 

5 – Talco

 

 

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Na época de montar a lista de itens que seriam pedidos no meu chá de bebê eu não fazia ideia que o talco em pó, aquele famoso produto da minha infância, já estava caindo em desuso e, mais que isso, sendo contra indicado pelos pediatras. De fato, mesmo sem saber disso, o único pote de talco que eu ganhei não foi usado nenhuma vez para os fins originais, o de manter o bumbum do bebê sequinho e sem assaduras (em compensação, ele ainda serve como um bom “shampoo à seco” para os meus cabelinhos de vez em quando…hahaha). Bom, mas porque o talco em pó – ou pó de talco é perigoso?

Recentemente, uma grande polêmica em torno do produto se deu, depois que a Johnson & Johnson foi condenada pela Justiça americana a pagar 72 milhões de dólares para uma família pela morte de uma mulher de 62 anos que teve câncer nos ovários, após fazer uso por muitos anos do talco na região genital. Segundo algumas pesquisas, foi identificada uma relação entre o uso do produto e o câncer, embora ainda não haja uma comprovação absoluta.

Mas se essa “suspeita” ainda não é motivo suficiente pra você abandonar o uso do talco no bebê, aqui vão mais alguns:
- Problemas respiratórios pela inalação dos pós de talco.
- Síndrome respiratória crônica derivada da inalação dos pós de talco, conhecida como Talcose. – Irritação dos olhos.
- O uso excessivo de pós de talco resseca a pele do bebê.

E aí, se convenceu? Melhor riscar esse item da sua listinha do enxoval ou, se já tiver aí, usar o talco como shampoo a seco mesmo..rs

Bom, esse foi o nosso “top 5” de produtos que devem ser evitados ou banidos da sua casa e da rotina com seu filhote. Sei que alguns deles ainda são muito utilizados e que muitas mães podem achar exagerado falarmos em bani-los, mas lembre-se sempre que a segurança e a saúde do seu filho devem vir acima de tudo.

Espero que as informações deste post sirvam, pelo menos, pra vocês tomarem conhecimento e ficarem mais alertas.

Um beijo,

Mari


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Dicionário da gravidez e parto humanizado: o significado dos termos e siglas



POR: Mariella

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Minha DPP é 20 de março e meu desejo é por um PN, mas ainda não sei se será PD, por ser um VAB2C. O que sei é que, caso seja um PH, quero evitar a episio, kristeller, credé ou coisa do tipo.

Não entendeu nadinha da frase acima? Se você é grávida de primeira viagem (ou se não tem muito contato com o universo da gestação) é bem provável que nunca tenha ouvido falar sobre a maioria destes termos e abreviações mesmo. Mas se quer entender e se informar melhor sobre o seu pré natal e parto, certamente irá encontrá-los por aí nos textos da internet, grupos no Facebook e encontros dos grupos de apoio e orientação para gestantes. E mais, se seu desejo é por um parto humanizado, é indispensável que você conheça bem sobre cada uma destas expressões e procedimentos. Afinal, quando se trata da busca por um parto respeitoso, informação é indispensável!

Então, pra você não ficar mais perdida que cego em tiroteio na próxima conversa sobre o assunto, aqui vai um pequeno dicionário dos termos, abreviações e siglas mais usadas nesse que é quase um dialeto próprio dos médicos, grávidas, doulas e mães um pouco mais experientes. Prepare-se, é uma surra de letrinhas (mas com o tempo você se acostuma)! Haha

 

TP – Trabalho de Parto: É marcado, entre outras coisas, pela chegada das contrações mais ritmadas e evolução da dilatação.

Pródomos: São os primeiros “sinais” que antecedem o trabalho de parto propriamente dito. Estes sinais podem ser contrações se dor e ritmo, a saída do tampão

Gravidez a termo: Atualmente fala-se em gravidez a termo a partir das 39 semanas e até 42 semanas. Ou seja, essa seria o tempo mínimo necessário para o completo desenvolvimento do bebê, quando ela está totalmente “pronto” para nascer. Sendo assim, não é recomendável agendar o parto antes das 39 semanas completas, a menos que haja real risco de saúde para o bebê ou a mãe.

DPP – Data Provável do Parto – É a data, calculada com base na última menstruação ou primeiro ultrassonografia, em que a mulher completa 40 semanas, ou seja, teoricamente a data mais provável para o bebê resolver nascer naturalmente. Como a natureza é imprevisível – e nem sempre (ou quase) o cálculo da idade gestacional é exato, a DPP é apenas uma ideia pra se basear. São poucas as grávidas que entram em trabalho de parto e têm seu bebê exatamente na DPP do início da gestação.

DUM – Data da Última Menstruação: Essa normalmente é a informação usada pelo médico no pré natal para calcular a DPP e servir de base para os exames e evolução esperada da gravidez.

PN – Bom, essa abreviação pode ser usada para dois diferentes termos: Parto Normal ou Parto Natural. Ambos são partos vaginais, mas a principal diferença entre os dois é que no Parto Natural a mulher não recebe nenhum tipo de medicamento durante o trabalho de parto, como ocitocina sintética ou anestesia, por exemplo.

PD – Parto Domiciliar: Parto realizado fora do ambiente hospitalar, geralmente na residência da gestante. É importante ressaltar que a grande maioria dos partos domiciliares são programados e têm acompanhamento de uma equipe com profissionais capacitados para acompanhar o trabalho de parto, parto e pós parto, incluindo um obstetra, enfermeira obstétrica ou obstetriz (além de doula e pediatra, se for do desejo dos pais).

Veja aqui um pouco mais sobre um parto humanizado domiciliar, sob a perspectiva da mamãe Edi que passou por essa experiência.

PDD – Parto Domiciliar Desassistido – Quando, por escolha ou rapidez no trabalho de parto, a grávida tem um parto em casa sem a presença de profissionais capacitados, como obstetriz ou obstetra.

PNH – Aqui também a sigla pode ter dois significados: Parto Normal Hospitalar ou Parto Natural Hospitalar – Como o nome já diz, trata-se do parto normal ou natural realizado dentro de um hospital.

parto-humanizado-termosImagem daqui

 

 

VBAC – Vaginal Birth After Cesarean = Parto Vaginal Após Cesárea: A tradução é auto explicativa, né? Podemos ter também, por exemplo, um VBA2C – parto vaginal após duas cesáreas e assim por diante.

No seu blog, a Débora fez um post muito legal pra quem quer tentar um parto vaginal após cesárea, se esse for seu caso, vale a leitura.

V.O – Violência Obstétrica: Qualquer prática no pré-natal ou parto que ocasione violência física ou psicológica à gestante/parturiente, incluindo procedimentos desnecessários  e não autorizados previamente pela mulher.

Já publiquei aqui no blog meu relato de violência obstétrica e como identifá-la, combatê-la e evitá-la.

CP – Casa de Parto

GO – Ginecologista Obstetra: é o profissional que se forma em Medicina e faz residência em Ginecologia e Obstetrícia. O médico obstetra acompanha o pré-natal, diagnostica patologias, presta assistência ao parto normal de baixo e alto risco, realiza parto fórceps e cesarianas

EO – Enfermeira Obstetra (ou Obstétrica): A enfermeira com especialização em Obstetrícia – graduada em Enfermagem e pós-graduada em Obstetrícia. Esse profissional atua em pré-natal e partos normais de baixo risco e pode trabalhar em diversas áreas, como UTI, Pronto Socorro, Pediatria e outros.

Obstetriz: é o profissional que se forma pelo curso de Obstetrícia – o único no Brasil é oferecido pela USP, no campus da Zona Leste. Ele realiza partos normais de baixo risco e faz atendimento pré-natal. O diferencial da profissão é conduzir o momento do parto de forma ainda mais humanizada.

(As informações sobre as definições das funções desses profissionais foi retirada daqui)

RN – Recém Nascido (Esse é fácil..kk)

USG ou US – Ultrassonografia

ILA – Índice de Líquido Amniótico: O líquido amniótico é o fluido que preenche a bolsa amniótica e no qual o embrião fica imerso durante a gestação. Quando esse líquido está em menor ou maior quantidade do que deveria (oligodrâmnio ou polihidrâmnio, respectivamente) pode indicar problemas para a mãe e para o bebê e requerer correção.

DCP – Desproporção céfalo pélvica: Falando de forma simples, é quando a pelve materna não permite a passagem da cabeça fetal. Em muitos casos, é falsamente utilizada pelos médicos para justificar a cesárea no pré natal (A típica frase “você não vai ter passagem”), porém o diagnóstico só é possível durante o parto e não pode ser antecipado durante a gravidez. Ou seja, só é possível saber se realmente há uma DCP na hora “P” (a hora do parto). Se confirmada, aí sim é o caso de uma cesárea. Fonte

VCE – Versão cefálica externa: Manobra externa que ajuda o bebê a adaptar a posição mais favorável ao parto vaginal, aquela em que o bebê fica com a cabeça para baixo (cefálica). Geralmente é feita, se do desejo da gestante e com indicação médica, a partir das 37 semanas quando o bebê encontra-se em posição não-cefálica (pode estar transverso ou pélvico – sentado). Se bem sucedida, a VCE aumenta bastante as chances de um parto normal.

PP – Placenta Prévia: Também conhecida como placenta de inserção baixa, é uma complicação da gravidez causada pelo posicionamento da placenta, que se implanta na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo do útero. Quase sempre é indicação para uma cesárea necessária.

Litotomia: Aquela “clássica” (infelizmente) posição de parir em que a mulher fica deitada com as pernas amarradas em perneiras (posição ginecológica, sabe?). Apesar de ainda muito usada por vários médicos, há evidências científicas de que a posição de litotomia não auxilia em nada no trabalho de parto, pelo contrário, a maioria das mulheres que são sujeitas a essa prática reclamam de desconforto e dificuldade no expulsivo, o que acaba prolongando e tornando o parto mais doloroso.

Episio – A abrevição de Episiotomia: corte cirúrgico realizado na região do períneo, a partir da vagina, e que pretende ampliar o canal do parto para facilitar a passagem do bebê na última fase do expulsivo, evitando uma possível laceração irregular.  Porém, não existem evidências científicas que comprovem maiores benefícios dessa técnica (afinal, não dá pra saber se a mulher terá ou não alguma laceração natural e, mesmo que tenha, muitas vezes é menor e menos dolorosa que a episio), por isso é condenada nos estudos mais recentes sobre assistência ao parto.

 

manobra-kristeller

Kristeller: Pressão sobre a barriga da grávida durante o expulsivo para adiantar a saída do bebê. Hoje essa técnica, criada em 1867 e ainda muito utilizada por algum médicos e enfermeiros,  é considerada violência obstétrica e pode oferecer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê,  como fraturas, sofrimento fetal e hematomas, por exemplo.

Credé (Método de Credé): Trata-se do famoso colírio de nitrato de prata que é administrado no recém-nascido logo após o nascimento. O método tornou-se obrigatório no Brasil há algumas décadas pra combater uma doença denominada Oftalmia Neonatal, que pode acometer o recém nascido que nasce de parto vaginal quando a mãe está contaminada com as DSTs Gonorreia ou Clamídia. Mas vale dizer: a mãe pode pedir que o colírio não seja aplicado caso tenha exame negativo para essas DSTs durante o pré natal ou se tiver o bebê por meio de uma cesárea (nesse caso, não há chances do bebê ser contaminado, pois o contágio se dá durante sua passagem pelo canal vaginal durante o parto normal).
Bom, esses são apenas alguns dos principais termos usados no pré-natal e parto, se você tiver algum outro que ouviu ou leu a respeito e que não consta aqui, deixa nos comentários que eu acrescento ao post :)

Espero que ele ajude a vocês que estão grávidas ou buscando mais informações sobre gravidez e parto humanizado.

Beijo,

Mari


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{Crônicas Maternas} Aos 4



POR: Mariella

aos 4

 

Aos 4 ela diz que não gosta de tiaras, que adora mexerica, que tem medo de palhaço – e de cachorro.

Aos 4 ela é uma criança tímida com quem não tem intimidade, mas pega intimidade em 5 minutos de boa conversa ou 2 minutos da brincadeira certa.

É uma criança doce, de sorriso fácil e que adora dar abraços apertados.

Aos 4 ela muda de ideia. Esquece que não gostava da tiara, aceita usar sem questionar nadinha e ainda se acha linda com ela.

Aí ela lembra que agora não gosta mais de mexerica, faz carinho num cachorro desconhecido e diz que tá com saudade do circo – e do palhaço.

Aos 4 ela acorda de pá virada, perde a doçura, não quer mais beijo. Abraço, então, nem pensar!

Tem dias que, aos 4, me faz esquecer de quem ela já foi lá atrás, tipo assim…lá pelos 4 anos.

Aí o sol se põe, a noite vem, o sol nasce outro vez e, junto com ele, parece nascer uma nova menininha aos 4 anos, meio igual, meio diferente, meio sem saber, mas com o olhar de sempre.

E aí eu vejo que era ela, sempre foi ela, minha menininha, quem esteve ali todos os dias desses 4 anos, 9 meses e 10 dias. Era ela, sempre é , mesmo quando não a reconheço muito bem.

É provável que nem ela se reconheça muito bem, por isso mesmo experimenta tantas versões dela mesma, pra se descobrir, pra descobrir quem ela vai querer ser daqui uns anos, daqui bem mais que 4 anos.

 

Leia também outras Crônicas Maternas escritas por mim aqui no blog.

Beijos,

Mari


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Festa picnic – dicas práticas pra organizar uma festinha ao ar livre



POR: Mariella

Um dos posts mais acessados aqui do blog, o da Festa Picnic da Clarinha, é também um dos que mais rendem comentário com dúvidas das mães. Afinal, como organizar uma festa picnic ao ar livre? O que e como servir os convidados? Onde fazer? O que não pode faltar?

festa-picnic-praca

Por isso resolvi fazer esse post pra compartilhar com vocês um pouco melhor a minha experiência com esse picnic da Clara, o que funcionou e o que não funcionou no dia, o que acredito que pode ajudar outras mães e pais que estão pensando em fazer um picinic pra comemorar o próximo niver do filhote.

Já digo de antemão que adoro esse tipo de programa e que, como disse no post da festa da Clara, foi o aniversário mais econômico e mais tranquilo que já fizemos pra Clara (gostei tanto que há uma grande chance de repetir o “formato” no aniversário desse ano, que vai ser da Minnie).

Bom, vamos lá…separei por tópicos levando em conta as perguntas mais frequentes que eu recebo sobre o tema “festa picnic”:

 

Escolhendo o local

 

Essa talvez seja a primeira preocupação quando a gente escolhe fazer um picnic. Eu acho que pra ajudar nessa decisão, você precisa levar algumas coisas em consideração:
1ª – Quantos convidados serão?
Dependendo da quantidade de pessoas, você vai precisar de um espaço grande pra acomodar todo mundo.

2ª – Quanto você terá pra investir no aluguel de um local (chácara, salão com jardim, etc)?
No nosso caso, a gente não queria (nem podia) gastar com aluguel de um espaço pra festa. Por isso, partimos pras opções gratuitas ou bem baratazs: casa/salão de prédio de amigos e locais públicos com um gramado legal.

Como já conhecíamos uma praça bem legal quase em frente ao prédio onde a madrinha da Clara morava – onde já havíamos feito uma edição do Family Day, inclusive – a gente optou por ela.

3ª – Como costuma ser o clima na sua cidade na época do aniversário?
Quando a gente organiza um picnic precisa saber que há sempre uma chance de chover no dia e imnpossibilitar o evento ao ar livre. No nosso caso, por exemplo, chegando próximo da data do picnic, havia uma chance de estar chovendo e por isso também deixamos reservado o salão do prédio dela, caso precisássemos apelar para um plano B.

festa-aniversario-picnicFoto: Mãe da cabeça aos pés

 

De maneira geral, o que acho importante levar em conta na hora de escolher um lugar:

- É bom que tenha um belo gramado, plano de preferência, onde você possa acomodar bem todos os convidados – e onde as crianças possam correr e brincar com certa liberdade.

- Também é bom que o espaço tenha uma boa sombra, pois dependendo do horário da festa não será legal deixar as crianças torrando no sol, além do que as comidinhas e doces também não resistem tanto tempo se expostas ao sol.No caso da praça onde a gente fez, há uma mangueira enorme que faz uma ótima sombra em boa parte do gramado, o que foi perfeito. Vale outra dica aqui: visite o espaço no horário em que a festa será, pra saber exatamente onde estará pegando sombra e posicionar melhor a mesa do bolo (se houver) e o local onde os convidados vão ficar.

- Se escolher um espaço público (praça, parque ou outro), verifique como é o movimento no lugar. O ideal é que seja um espaço onde não haja um fluxo grande de veículos ao redor e que também não seja muito “point” de visitantes no horário da festa, pra você e seus convidados ficarem mais à vontade e as crianças curtirem a festa em segurança também.

- Também vale verificar se vocês não precisam de algum tipo de autorização da prefeitura ou de outro órgão pra utilizar o espaço. Alguns, por exemplo, não permitem que sejam montados brinquedos como cama elástica ou piscina de bolinha. É bom verificar antes pra não tem uma surpresa desagradável durante a festa.

- Se puder, tenha um plano B caso chova no dia e o lugar escolhido seja totalmente descoberto (como todo bom picnic deve ser, né?). Nesse caso, caso não haja um salão coberto, o jeito é remarcar a festa.

 

O que servir numa festa picnic

 

Eu acho que uma festa piquenique combina com coisas simples e mais “natural” possível, e isso também vale para os comes e bebes. No aniversário da Clara eu servi salgadinhos (que foram fritos um pouco antes do início da festa pela salgadeira de quem comprei) e na festa coloquei em cestinhas dessas de vime forradas com toalhinhas e papel toalha.

Também teve pipoca e cachorro quente, que eu mesma fiz em casa (com a ajuda da mamis) e já levei embaladinho, pra facilitar o máximo possível no momento de servir. Estes eu coloquei em duas cestas de metal que peguei de uma fruteira que tinha em casa..hahaha Forrei com tecido xadrez e ficaram ótimas! Deixei essas cestinhas sobre as toalhas que coloquei no chão, perto das pessoas, pra que todo mundo se servisse por conta própria e à vontade. Ah, também levamos vários geladinhos (sacolés) e colocamos num balde com gelo pras crianças e,claro, foi o maior sucesso!

Para beber, servi suco integral de uva e de laranja em suqueiras que ficaram ao alcance de todos, inclusive das crianças, sobre caixotes e também água e refrigerante, que ficaram em uma caixa de isopor com gelo. Não encomendei muitos docinhos, então coloquei todos na mesa principal (e única..haha), junto com o bolo e as lembracinhas.

Essas foram as minhas escolhas – e não me arrependo, pois foi super tranquilo e todos gostaram. Mas existem também várias outras opções de quitutes que vocês podem servir – e que super combinam com picnic. Como, por exemplo, sanduichinhos naturais (prefira os que não levam maionese), salada de fruta, pão de queijo, entre outros. O importante é pensar em formas práticas de servir (melhor ainda se já chegarem embaladas e prontas pro consumo no local).

 

festa -picnic-dicas

festa-picnic-como-organizar

Você pode optar por montar uma mesa de apoio pra colocar todas as comidinhas e depois ir pegando dali pra servir aos convidados (ou deixar que eles se sirvam) ou fazer como eu fiz, e já deixar sobre as toalhas/mesas. Outra opção é já montar alguns kits com todos os quitutes da festa, guardanapo e talheres descartáveis e entregar pra cada convidado. Aí vai depender do espaço que você dispões e de como acha mais fácil essa “logística” durante a festa.

Sobre a quantidade a ser servida, sugiro que vocês leiam esse post super legal da festeira Sabrina, do blog Mamãe em Construção, em que ela explica Como calcular salgados e doces para festa.

 

Como acomodar os convidados

 

Taí outra dúvida que eu sei que sempre aparece. Bom, isso vai depender muito do estilo da sua festa (se vai ser mais elaborada ou mais informal) e também do perfil dos seus convidados. Eu, particularmente, acho que toalhas e almofadas estendidas no chão são perfeitas pra uma festa picnic.

Mas para o pessoal mais velho, por exemplo, pode ser um problema – até um impedimento ter que se sentar no chão. Nesse caso, uma mesa ou ao menos banquinhos pra eles se acomodarem costumam resolver o problema.

festa-piquenique-dicasFoto via: Maternidade Colorida

Também acho lindo quando se usa pallets pra fazer mesas baixinhas de apoio para as pessoas acomodadas no chão. Bonito e funcional pra equilibrar pratinhos, enfeites e copos..hehe

pic2Foto via: Bagagem de Mãe

 

 

Mas, se você quer algo mais “formal” pode utilizar mesas (as de madeira ajudam ainda mais a dar um clima) e cadeiras pra todos. No nosso caso, optei por estender toalhas grandes pras pessoas se sentarem juntas e digo que as mesas não fizeram falta nenhuma..hehehe

 

Decoração

 

Na minha humilde opinião, quanto mais parecer “caseira” a decoração de uma festa picnic, mais bonita e aconchegante ela será. E o que eu quero dizer com caseira? Aquele tipo de festa que parece ter sido feita no jardim de casa, com coisas que você encontrou nos arredores, na natureza, enfim… com capricho, mas com a simplicidade que o tema pede, sabe?

festa-picnicFoto: Pinterest

O que eu acho que funciona super bem na hora de montar uma decoração festa picnic: pallets, caixotes de madeira, flores naturais, garrafinhas de vidro como vasos, latas reaproveitadas (você pode dar um toque especial com renda ou com cordões naturais), juta (aquele tecido rústico, que na verdade não é um tecido..rs), bandeirinhas de tecido ou papel, cataventos, peças de madeira (ou mesmo pedaços de tronco) como bandejas ou suportes, pompons de papel de seda, cestas de vime, entre outras coisinhas que ajudam a dar um charme aos detalhes, mas sem “glamurizar” a festa, pois acredito que não é essa a intenção de quem organiza um aniversário picnic, né?

festa-piqueniqueFoto via: Vestida de Mãe

 

festa-piqueniqueFoto: Pinterest

Na festinha da Clara, como dá pra ver pelas fotos, eu fui o mais econômica possível também com a decoração..rs Usamos uma mesa dobrável pequena que temos em casa pra montar a mesa do bolo, que foi coberta com uma toalha xadrez vermelha. Usei latas enfeitadas com fita de cetim vermelha e aquelas toalhinhas de papel doile, garrafinha de suco de uva com arranjo de flores (no dia não consegui comprar flores naturais então usei as artificiais que tinha em casa mesmo). Comprei numa loja de artesanato dois mini caixotes de mdf e pintei de branco. Eles foram usados pra colocar os copinhos de acrílico com mousse na mesa. As bandejas de mdf foram emprestadas de uma amiga.

festa-picnic-clara

Fora essa decoração (simples) na mesa do bolo, o único elemento que usei foi um cordão com enfeites de papel colorido (daquele tipo sanfonado) que uma amiga havia trazido de uma viagem pra mim e que deu um toque todo especial para o fundo da mesa. E a decoração foi essa!

 

Recreação pras crianças

 

No meu caso, eu optei por contratar uma cama elástica apenas e como a praça era tranquila, as crianças ficaram bem à vontade pra brincar e correr pelo espaço. Lembro que naquele ano a Clara ganhou muitos brinquedos de casinha, do tipo panelinhas, frutinhas, vassoura…e ela foi abrindo e todas as crianças brincaram com os presentes lá mesmo..rs Como eram poucas crianças, foi tranquilo.

Mas dá pra levar e propor várias brincadeiras pra entreter e divertir as crianças durante a festinha: pular corda, pic bandeira, pega pega, bola na lata. Dependendo da idade das crianças, elas mesmas “organizam” essas atividades, mas contratar uma equipe de recreação pra ajudar nessa parte também é muito legal, se você tiver condições.

 

O que não esquecer

 

Principalmente se você escolher um local aberto e sem muita estrutura, não pode se dar ao luxo de esquecer alguns itens essenciais que poderá precisar durante a festa. Vou tentar elencar alguns aqui (espero não me esquecer de nenhum importante..haha):

- Descartáveis: Pratos, talheres (pense no que você irá servir e o que as pessoas precisarão pra comer cada alimento), guardanapos e copos.
- Gelo: pra manter as bebidas geladinhas e, dependendo, pra colocar algumas comidinhas que precisam ficar fresquinhas durante a festa também, como gelatina e salada de frutas, por exemplo.
- Espátula pra cortar o bolo.
- Velinha(s) e fósforo/isqueiro (principalmente se não houver nenhum fumante na turma, imagina chegar na hora do parabéns e não ter como acender a vela? Haha)
- Toalhas e lenços umedecidos (pra limpar as crianças, caso se sujem muito..rs)
- Jogos e brinquedos pras crianças (caso não contrate uma equipe de recreação)
- Sacos de Lixo (tento ou não latas de lixo no local, é bom levar sacos pra armazenar o lixo que vocês produzirem durante a festa)
- Caixa pra guardar os presentes

festa-picnic-jardimFoto via: Bebê com estilo

Bom, essas são as que eu acredito serem mais úteis – muitas indispensáveis.

Espero ter conseguido responder todas as dúvidas de vocês sobre como é preparar e organizar uma festa picnic. Mas se tiverem mais alguma, podem deixar aqui nos comentários que, se eu souber, respondo com o maior prazer.

E se quiserem saber mais  sobre como organizar uma festa no parque ou ar livre, sugiro esse post AQUI do blog Baú de Menino, que tem dicas ótimas também :)

Beijo,

Mari

 


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