Dicionário da gravidez e parto humanizado: o significado dos termos e siglas



POR: Mariella

parto-humanizado-dicionario

 

Minha DPP é 20 de março e meu desejo é por um PN, mas ainda não sei se será PD, por ser um VAB2C. O que sei é que, caso seja um PH, quero evitar a episio, kristeller, credé ou coisa do tipo.

Não entendeu nadinha da frase acima? Se você é grávida de primeira viagem (ou se não tem muito contato com o universo da gestação) é bem provável que nunca tenha ouvido falar sobre a maioria destes termos e abreviações mesmo. Mas se quer entender e se informar melhor sobre o seu pré natal e parto, certamente irá encontrá-los por aí nos textos da internet, grupos no Facebook e encontros dos grupos de apoio e orientação para gestantes. E mais, se seu desejo é por um parto humanizado, é indispensável que você conheça bem sobre cada uma destas expressões e procedimentos. Afinal, quando se trata da busca por um parto respeitoso, informação é indispensável!

Então, pra você não ficar mais perdida que cego em tiroteio na próxima conversa sobre o assunto, aqui vai um pequeno dicionário dos termos, abreviações e siglas mais usadas nesse que é quase um dialeto próprio dos médicos, grávidas, doulas e mães um pouco mais experientes. Prepare-se, é uma surra de letrinhas (mas com o tempo você se acostuma)! Haha

 

TP – Trabalho de Parto: É marcado, entre outras coisas, pela chegada das contrações mais ritmadas e evolução da dilatação.

Pródomos: São os primeiros “sinais” que antecedem o trabalho de parto propriamente dito. Estes sinais podem ser contrações se dor e ritmo, a saída do tampão

Gravidez a termo: Atualmente fala-se em gravidez a termo a partir das 39 semanas e até 42 semanas. Ou seja, essa seria o tempo mínimo necessário para o completo desenvolvimento do bebê, quando ela está totalmente “pronto” para nascer. Sendo assim, não é recomendável agendar o parto antes das 39 semanas completas, a menos que haja real risco de saúde para o bebê ou a mãe.

DPP – Data Provável do Parto – É a data, calculada com base na última menstruação ou primeiro ultrassonografia, em que a mulher completa 40 semanas, ou seja, teoricamente a data mais provável para o bebê resolver nascer naturalmente. Como a natureza é imprevisível – e nem sempre (ou quase) o cálculo da idade gestacional é exato, a DPP é apenas uma ideia pra se basear. São poucas as grávidas que entram em trabalho de parto e têm seu bebê exatamente na DPP do início da gestação.

DUM – Data da Última Menstruação: Essa normalmente é a informação usada pelo médico no pré natal para calcular a DPP e servir de base para os exames e evolução esperada da gravidez.

PN – Bom, essa abreviação pode ser usada para dois diferentes termos: Parto Normal ou Parto Natural. Ambos são partos vaginais, mas a principal diferença entre os dois é que no Parto Natural a mulher não recebe nenhum tipo de medicamento durante o trabalho de parto, como ocitocina sintética ou anestesia, por exemplo.

PD – Parto Domiciliar: Parto realizado fora do ambiente hospitalar, geralmente na residência da gestante. É importante ressaltar que a grande maioria dos partos domiciliares são programados e têm acompanhamento de uma equipe com profissionais capacitados para acompanhar o trabalho de parto, parto e pós parto, incluindo um obstetra, enfermeira obstétrica ou obstetriz (além de doula e pediatra, se for do desejo dos pais).

Veja aqui um pouco mais sobre um parto humanizado domiciliar, sob a perspectiva da mamãe Edi que passou por essa experiência.

PDD – Parto Domiciliar Desassistido – Quando, por escolha ou rapidez no trabalho de parto, a grávida tem um parto em casa sem a presença de profissionais capacitados, como obstetriz ou obstetra.

PNH – Aqui também a sigla pode ter dois significados: Parto Normal Hospitalar ou Parto Natural Hospitalar – Como o nome já diz, trata-se do parto normal ou natural realizado dentro de um hospital.

parto-humanizado-termosImagem daqui

 

 

VBAC – Vaginal Birth After Cesarean = Parto Vaginal Após Cesárea: A tradução é auto explicativa, né? Podemos ter também, por exemplo, um VBA2C – parto vaginal após duas cesáreas e assim por diante.

No seu blog, a Débora fez um post muito legal pra quem quer tentar um parto vaginal após cesárea, se esse for seu caso, vale a leitura.

V.O – Violência Obstétrica: Qualquer prática no pré-natal ou parto que ocasione violência física ou psicológica à gestante/parturiente, incluindo procedimentos desnecessários  e não autorizados previamente pela mulher.

Já publiquei aqui no blog meu relato de violência obstétrica e como identifá-la, combatê-la e evitá-la.

CP – Casa de Parto

GO – Ginecologista Obstetra: é o profissional que se forma em Medicina e faz residência em Ginecologia e Obstetrícia. O médico obstetra acompanha o pré-natal, diagnostica patologias, presta assistência ao parto normal de baixo e alto risco, realiza parto fórceps e cesarianas

EO – Enfermeira Obstetra (ou Obstétrica): A enfermeira com especialização em Obstetrícia – graduada em Enfermagem e pós-graduada em Obstetrícia. Esse profissional atua em pré-natal e partos normais de baixo risco e pode trabalhar em diversas áreas, como UTI, Pronto Socorro, Pediatria e outros.

Obstetriz: é o profissional que se forma pelo curso de Obstetrícia – o único no Brasil é oferecido pela USP, no campus da Zona Leste. Ele realiza partos normais de baixo risco e faz atendimento pré-natal. O diferencial da profissão é conduzir o momento do parto de forma ainda mais humanizada.

(As informações sobre as definições das funções desses profissionais foi retirada daqui)

RN – Recém Nascido (Esse é fácil..kk)

USG ou US – Ultrassonografia

ILA – Índice de Líquido Amniótico: O líquido amniótico é o fluido que preenche a bolsa amniótica e no qual o embrião fica imerso durante a gestação. Quando esse líquido está em menor ou maior quantidade do que deveria (oligodrâmnio ou polihidrâmnio, respectivamente) pode indicar problemas para a mãe e para o bebê e requerer correção.

DCP – Desproporção céfalo pélvica: Falando de forma simples, é quando a pelve materna não permite a passagem da cabeça fetal. Em muitos casos, é falsamente utilizada pelos médicos para justificar a cesárea no pré natal (A típica frase “você não vai ter passagem”), porém o diagnóstico só é possível durante o parto e não pode ser antecipado durante a gravidez. Ou seja, só é possível saber se realmente há uma DCP na hora “P” (a hora do parto). Se confirmada, aí sim é o caso de uma cesárea. Fonte

VCE – Versão cefálica externa: Manobra externa que ajuda o bebê a adaptar a posição mais favorável ao parto vaginal, aquela em que o bebê fica com a cabeça para baixo (cefálica). Geralmente é feita, se do desejo da gestante e com indicação médica, a partir das 37 semanas quando o bebê encontra-se em posição não-cefálica (pode estar transverso ou pélvico – sentado). Se bem sucedida, a VCE aumenta bastante as chances de um parto normal.

PP – Placenta Prévia: Também conhecida como placenta de inserção baixa, é uma complicação da gravidez causada pelo posicionamento da placenta, que se implanta na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo do útero. Quase sempre é indicação para uma cesárea necessária.

Litotomia: Aquela “clássica” (infelizmente) posição de parir em que a mulher fica deitada com as pernas amarradas em perneiras (posição ginecológica, sabe?). Apesar de ainda muito usada por vários médicos, há evidências científicas de que a posição de litotomia não auxilia em nada no trabalho de parto, pelo contrário, a maioria das mulheres que são sujeitas a essa prática reclamam de desconforto e dificuldade no expulsivo, o que acaba prolongando e tornando o parto mais doloroso.

Episio – A abrevição de Episiotomia: corte cirúrgico realizado na região do períneo, a partir da vagina, e que pretende ampliar o canal do parto para facilitar a passagem do bebê na última fase do expulsivo, evitando uma possível laceração irregular.  Porém, não existem evidências científicas que comprovem maiores benefícios dessa técnica (afinal, não dá pra saber se a mulher terá ou não alguma laceração natural e, mesmo que tenha, muitas vezes é menor e menos dolorosa que a episio), por isso é condenada nos estudos mais recentes sobre assistência ao parto.

 

manobra-kristeller

Kristeller: Pressão sobre a barriga da grávida durante o expulsivo para adiantar a saída do bebê. Hoje essa técnica, criada em 1867 e ainda muito utilizada por algum médicos e enfermeiros,  é considerada violência obstétrica e pode oferecer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê,  como fraturas, sofrimento fetal e hematomas, por exemplo.

Credé (Método de Credé): Trata-se do famoso colírio de nitrato de prata que é administrado no recém-nascido logo após o nascimento. O método tornou-se obrigatório no Brasil há algumas décadas pra combater uma doença denominada Oftalmia Neonatal, que pode acometer o recém nascido que nasce de parto vaginal quando a mãe está contaminada com as DSTs Gonorreia ou Clamídia. Mas vale dizer: a mãe pode pedir que o colírio não seja aplicado caso tenha exame negativo para essas DSTs durante o pré natal ou se tiver o bebê por meio de uma cesárea (nesse caso, não há chances do bebê ser contaminado, pois o contágio se dá durante sua passagem pelo canal vaginal durante o parto normal).
Bom, esses são apenas alguns dos principais termos usados no pré-natal e parto, se você tiver algum outro que ouviu ou leu a respeito e que não consta aqui, deixa nos comentários que eu acrescento ao post :)

Espero que ele ajude a vocês que estão grávidas ou buscando mais informações sobre gravidez e parto humanizado.

Beijo,

Mari


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{Crônicas Maternas} Aos 4



POR: Mariella

aos 4

 

Aos 4 ela diz que não gosta de tiaras, que adora mexerica, que tem medo de palhaço – e de cachorro.

Aos 4 ela é uma criança tímida com quem não tem intimidade, mas pega intimidade em 5 minutos de boa conversa ou 2 minutos da brincadeira certa.

É uma criança doce, de sorriso fácil e que adora dar abraços apertados.

Aos 4 ela muda de ideia. Esquece que não gostava da tiara, aceita usar sem questionar nadinha e ainda se acha linda com ela.

Aí ela lembra que agora não gosta mais de mexerica, faz carinho num cachorro desconhecido e diz que tá com saudade do circo – e do palhaço.

Aos 4 ela acorda de pá virada, perde a doçura, não quer mais beijo. Abraço, então, nem pensar!

Tem dias que, aos 4, me faz esquecer de quem ela já foi lá atrás, tipo assim…lá pelos 4 anos.

Aí o sol se põe, a noite vem, o sol nasce outro vez e, junto com ele, parece nascer uma nova menininha aos 4 anos, meio igual, meio diferente, meio sem saber, mas com o olhar de sempre.

E aí eu vejo que era ela, sempre foi ela, minha menininha, quem esteve ali todos os dias desses 4 anos, 9 meses e 10 dias. Era ela, sempre é , mesmo quando não a reconheço muito bem.

É provável que nem ela se reconheça muito bem, por isso mesmo experimenta tantas versões dela mesma, pra se descobrir, pra descobrir quem ela vai querer ser daqui uns anos, daqui bem mais que 4 anos.

 

Leia também outras Crônicas Maternas escritas por mim aqui no blog.

Beijos,

Mari


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Festa picnic – dicas práticas pra organizar uma festinha ao ar livre



POR: Mariella

Um dos posts mais acessados aqui do blog, o da Festa Picnic da Clarinha, é também um dos que mais rendem comentário com dúvidas das mães. Afinal, como organizar uma festa picnic ao ar livre? O que e como servir os convidados? Onde fazer? O que não pode faltar?

festa-picnic-praca

Por isso resolvi fazer esse post pra compartilhar com vocês um pouco melhor a minha experiência com esse picnic da Clara, o que funcionou e o que não funcionou no dia, o que acredito que pode ajudar outras mães e pais que estão pensando em fazer um picinic pra comemorar o próximo niver do filhote.

Já digo de antemão que adoro esse tipo de programa e que, como disse no post da festa da Clara, foi o aniversário mais econômico e mais tranquilo que já fizemos pra Clara (gostei tanto que há uma grande chance de repetir o “formato” no aniversário desse ano, que vai ser da Minnie).

Bom, vamos lá…separei por tópicos levando em conta as perguntas mais frequentes que eu recebo sobre o tema “festa picnic”:

 

Escolhendo o local

 

Essa talvez seja a primeira preocupação quando a gente escolhe fazer um picnic. Eu acho que pra ajudar nessa decisão, você precisa levar algumas coisas em consideração:
1ª – Quantos convidados serão?
Dependendo da quantidade de pessoas, você vai precisar de um espaço grande pra acomodar todo mundo.

2ª – Quanto você terá pra investir no aluguel de um local (chácara, salão com jardim, etc)?
No nosso caso, a gente não queria (nem podia) gastar com aluguel de um espaço pra festa. Por isso, partimos pras opções gratuitas ou bem baratazs: casa/salão de prédio de amigos e locais públicos com um gramado legal.

Como já conhecíamos uma praça bem legal quase em frente ao prédio onde a madrinha da Clara morava – onde já havíamos feito uma edição do Family Day, inclusive – a gente optou por ela.

3ª – Como costuma ser o clima na sua cidade na época do aniversário?
Quando a gente organiza um picnic precisa saber que há sempre uma chance de chover no dia e imnpossibilitar o evento ao ar livre. No nosso caso, por exemplo, chegando próximo da data do picnic, havia uma chance de estar chovendo e por isso também deixamos reservado o salão do prédio dela, caso precisássemos apelar para um plano B.

festa-aniversario-picnicFoto: Mãe da cabeça aos pés

 

De maneira geral, o que acho importante levar em conta na hora de escolher um lugar:

- É bom que tenha um belo gramado, plano de preferência, onde você possa acomodar bem todos os convidados – e onde as crianças possam correr e brincar com certa liberdade.

- Também é bom que o espaço tenha uma boa sombra, pois dependendo do horário da festa não será legal deixar as crianças torrando no sol, além do que as comidinhas e doces também não resistem tanto tempo se expostas ao sol.No caso da praça onde a gente fez, há uma mangueira enorme que faz uma ótima sombra em boa parte do gramado, o que foi perfeito. Vale outra dica aqui: visite o espaço no horário em que a festa será, pra saber exatamente onde estará pegando sombra e posicionar melhor a mesa do bolo (se houver) e o local onde os convidados vão ficar.

- Se escolher um espaço público (praça, parque ou outro), verifique como é o movimento no lugar. O ideal é que seja um espaço onde não haja um fluxo grande de veículos ao redor e que também não seja muito “point” de visitantes no horário da festa, pra você e seus convidados ficarem mais à vontade e as crianças curtirem a festa em segurança também.

- Também vale verificar se vocês não precisam de algum tipo de autorização da prefeitura ou de outro órgão pra utilizar o espaço. Alguns, por exemplo, não permitem que sejam montados brinquedos como cama elástica ou piscina de bolinha. É bom verificar antes pra não tem uma surpresa desagradável durante a festa.

- Se puder, tenha um plano B caso chova no dia e o lugar escolhido seja totalmente descoberto (como todo bom picnic deve ser, né?). Nesse caso, caso não haja um salão coberto, o jeito é remarcar a festa.

 

O que servir numa festa picnic

 

Eu acho que uma festa piquenique combina com coisas simples e mais “natural” possível, e isso também vale para os comes e bebes. No aniversário da Clara eu servi salgadinhos (que foram fritos um pouco antes do início da festa pela salgadeira de quem comprei) e na festa coloquei em cestinhas dessas de vime forradas com toalhinhas e papel toalha.

Também teve pipoca e cachorro quente, que eu mesma fiz em casa (com a ajuda da mamis) e já levei embaladinho, pra facilitar o máximo possível no momento de servir. Estes eu coloquei em duas cestas de metal que peguei de uma fruteira que tinha em casa..hahaha Forrei com tecido xadrez e ficaram ótimas! Deixei essas cestinhas sobre as toalhas que coloquei no chão, perto das pessoas, pra que todo mundo se servisse por conta própria e à vontade. Ah, também levamos vários geladinhos (sacolés) e colocamos num balde com gelo pras crianças e,claro, foi o maior sucesso!

Para beber, servi suco integral de uva e de laranja em suqueiras que ficaram ao alcance de todos, inclusive das crianças, sobre caixotes e também água e refrigerante, que ficaram em uma caixa de isopor com gelo. Não encomendei muitos docinhos, então coloquei todos na mesa principal (e única..haha), junto com o bolo e as lembracinhas.

Essas foram as minhas escolhas – e não me arrependo, pois foi super tranquilo e todos gostaram. Mas existem também várias outras opções de quitutes que vocês podem servir – e que super combinam com picnic. Como, por exemplo, sanduichinhos naturais (prefira os que não levam maionese), salada de fruta, pão de queijo, entre outros. O importante é pensar em formas práticas de servir (melhor ainda se já chegarem embaladas e prontas pro consumo no local).

 

festa -picnic-dicas

festa-picnic-como-organizar

Você pode optar por montar uma mesa de apoio pra colocar todas as comidinhas e depois ir pegando dali pra servir aos convidados (ou deixar que eles se sirvam) ou fazer como eu fiz, e já deixar sobre as toalhas/mesas. Outra opção é já montar alguns kits com todos os quitutes da festa, guardanapo e talheres descartáveis e entregar pra cada convidado. Aí vai depender do espaço que você dispões e de como acha mais fácil essa “logística” durante a festa.

Sobre a quantidade a ser servida, sugiro que vocês leiam esse post super legal da festeira Sabrina, do blog Mamãe em Construção, em que ela explica Como calcular salgados e doces para festa.

 

Como acomodar os convidados

 

Taí outra dúvida que eu sei que sempre aparece. Bom, isso vai depender muito do estilo da sua festa (se vai ser mais elaborada ou mais informal) e também do perfil dos seus convidados. Eu, particularmente, acho que toalhas e almofadas estendidas no chão são perfeitas pra uma festa picnic.

Mas para o pessoal mais velho, por exemplo, pode ser um problema – até um impedimento ter que se sentar no chão. Nesse caso, uma mesa ou ao menos banquinhos pra eles se acomodarem costumam resolver o problema.

festa-piquenique-dicasFoto via: Maternidade Colorida

Também acho lindo quando se usa pallets pra fazer mesas baixinhas de apoio para as pessoas acomodadas no chão. Bonito e funcional pra equilibrar pratinhos, enfeites e copos..hehe

pic2Foto via: Bagagem de Mãe

 

 

Mas, se você quer algo mais “formal” pode utilizar mesas (as de madeira ajudam ainda mais a dar um clima) e cadeiras pra todos. No nosso caso, optei por estender toalhas grandes pras pessoas se sentarem juntas e digo que as mesas não fizeram falta nenhuma..hehehe

 

Decoração

 

Na minha humilde opinião, quanto mais parecer “caseira” a decoração de uma festa picnic, mais bonita e aconchegante ela será. E o que eu quero dizer com caseira? Aquele tipo de festa que parece ter sido feita no jardim de casa, com coisas que você encontrou nos arredores, na natureza, enfim… com capricho, mas com a simplicidade que o tema pede, sabe?

festa-picnicFoto: Pinterest

O que eu acho que funciona super bem na hora de montar uma decoração festa picnic: pallets, caixotes de madeira, flores naturais, garrafinhas de vidro como vasos, latas reaproveitadas (você pode dar um toque especial com renda ou com cordões naturais), juta (aquele tecido rústico, que na verdade não é um tecido..rs), bandeirinhas de tecido ou papel, cataventos, peças de madeira (ou mesmo pedaços de tronco) como bandejas ou suportes, pompons de papel de seda, cestas de vime, entre outras coisinhas que ajudam a dar um charme aos detalhes, mas sem “glamurizar” a festa, pois acredito que não é essa a intenção de quem organiza um aniversário picnic, né?

festa-piqueniqueFoto via: Vestida de Mãe

 

festa-piqueniqueFoto: Pinterest

Na festinha da Clara, como dá pra ver pelas fotos, eu fui o mais econômica possível também com a decoração..rs Usamos uma mesa dobrável pequena que temos em casa pra montar a mesa do bolo, que foi coberta com uma toalha xadrez vermelha. Usei latas enfeitadas com fita de cetim vermelha e aquelas toalhinhas de papel doile, garrafinha de suco de uva com arranjo de flores (no dia não consegui comprar flores naturais então usei as artificiais que tinha em casa mesmo). Comprei numa loja de artesanato dois mini caixotes de mdf e pintei de branco. Eles foram usados pra colocar os copinhos de acrílico com mousse na mesa. As bandejas de mdf foram emprestadas de uma amiga.

festa-picnic-clara

Fora essa decoração (simples) na mesa do bolo, o único elemento que usei foi um cordão com enfeites de papel colorido (daquele tipo sanfonado) que uma amiga havia trazido de uma viagem pra mim e que deu um toque todo especial para o fundo da mesa. E a decoração foi essa!

 

Recreação pras crianças

 

No meu caso, eu optei por contratar uma cama elástica apenas e como a praça era tranquila, as crianças ficaram bem à vontade pra brincar e correr pelo espaço. Lembro que naquele ano a Clara ganhou muitos brinquedos de casinha, do tipo panelinhas, frutinhas, vassoura…e ela foi abrindo e todas as crianças brincaram com os presentes lá mesmo..rs Como eram poucas crianças, foi tranquilo.

Mas dá pra levar e propor várias brincadeiras pra entreter e divertir as crianças durante a festinha: pular corda, pic bandeira, pega pega, bola na lata. Dependendo da idade das crianças, elas mesmas “organizam” essas atividades, mas contratar uma equipe de recreação pra ajudar nessa parte também é muito legal, se você tiver condições.

 

O que não esquecer

 

Principalmente se você escolher um local aberto e sem muita estrutura, não pode se dar ao luxo de esquecer alguns itens essenciais que poderá precisar durante a festa. Vou tentar elencar alguns aqui (espero não me esquecer de nenhum importante..haha):

- Descartáveis: Pratos, talheres (pense no que você irá servir e o que as pessoas precisarão pra comer cada alimento), guardanapos e copos.
- Gelo: pra manter as bebidas geladinhas e, dependendo, pra colocar algumas comidinhas que precisam ficar fresquinhas durante a festa também, como gelatina e salada de frutas, por exemplo.
- Espátula pra cortar o bolo.
- Velinha(s) e fósforo/isqueiro (principalmente se não houver nenhum fumante na turma, imagina chegar na hora do parabéns e não ter como acender a vela? Haha)
- Toalhas e lenços umedecidos (pra limpar as crianças, caso se sujem muito..rs)
- Jogos e brinquedos pras crianças (caso não contrate uma equipe de recreação)
- Sacos de Lixo (tento ou não latas de lixo no local, é bom levar sacos pra armazenar o lixo que vocês produzirem durante a festa)
- Caixa pra guardar os presentes

festa-picnic-jardimFoto via: Bebê com estilo

Bom, essas são as que eu acredito serem mais úteis – muitas indispensáveis.

Espero ter conseguido responder todas as dúvidas de vocês sobre como é preparar e organizar uma festa picnic. Mas se tiverem mais alguma, podem deixar aqui nos comentários que, se eu souber, respondo com o maior prazer.

E se quiserem saber mais  sobre como organizar uma festa no parque ou ar livre, sugiro esse post AQUI do blog Baú de Menino, que tem dicas ótimas também :)

Beijo,

Mari

 


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Mães que inspiram: os blogs maternos que eu gosto de seguir



POR: Mariella

Oi gente!!

Ando sumidinha aqui do blog, né? Tá faltando tempo, inspiração e planejamento pra postar com mais frequência por aqui, confesso, mas quem nos acompanha pelo Instagram, Facebook e Snapchat (MariellaRSilva) tá sempre tendo notícias da gente..rs

Mas enfim, eis me aqui e com uma dica muito legal, que algumas mamães às vezes me perguntam: quais são os blogs maternos que eu gosto de ler e seguir?

Já contei pra vocês como ler blogs de outras mães me ajudou (muito!) quando me descobri grávida e sem saber o que viria pela frente. Aprendi e aprendo até hoje com as dicas e, principalmente, com as experiências de outras mães e muitas vezes o que leio nos outros blogs me fazem perceber, realmente, que não estou sozinha nos meus perrengues e descobertas da vida de mãe.

Então hoje vou indicar pra vocês algumas dessas mães blogueiras, algumas que sigo há muito tempo e outras que conheci mais recentemente, mas que também adoro acompanhar.

 

Geisa – Na Mira da Mamãe

 

blog-na-mira-da-mamae

A Geisa é uma das mães que eu conheci há bastante tempo na blogosfera materna. Na época (em 2013, se não me engano) ela ainda morava aqui em Londrina e era mãe recentemente da Fernanda. Foi com ela, inclusive, que iniciei o projeto do Family Day (já contei mais sobre o evento aqui). Atualmente a Ge mora em São Paulo e compartilha no blog os desafios e o seu dia a dia de mãe da Fefê (que  tem um jeitinho bem parecido com o da Clara). No blog Na Mira da Mamãe tem vários posts interessantes sobre alimentação, receitinhas que ela faz, saúde, decoração e vários outros temas que fazem parte do nosso dia a dia.

Blog
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Snapchat: geisa.simonini

Camila – Baú de Menino

 

blog-bau-de-menino

A Camila é mãe de dois meninos, em idades e fases bem diferentes – o Gabriel de 12 e o Daniel de 5 anos. Assim como eu, também é formada em comunicação social, mas escolheu o caminho da publicidade pra trabalhar. Gosto de como ela compartilha o cotidiano de mãe real, com as alegrias e loucuras que a gente conhece bem.

Blog
Instagram
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Snapchat: baudemenino

 

Débora – A Mãe Coruja

 

blog-a-mae-coruja

Conheci a Débora pelo instagram já tem uns dois anos, mas acompanho mais de perto seu trabalho com o blog A Mãe Coruja há cerca de 1 ano. Ela é mãe de uma Clara também (uma menininha linda de cachinhos dourados..rs), do Caio e descobriu há poucos dias que está grávida novamente. Ou seja, acho que vem muitas dicas bacanas aí sobre gravidez, enxoval e a louca e incrível rotina de uma mãe de três..haha

Blog
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Snapchat: amaecoruja

Viviane – Maternar para Sempre

 

blog-maternar-para-sempre

A Vivi é mãe do Isaac, de 5 anos, que chegou pra encher a família de alegria, após ela enfrentar dois abortos espontâneos. No blog e nas redes sociais ela compartilha dicas super legais de produtos, lugares e atividades pra fazer com os filhos.

Blog
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Karina – Mãe perfeitamente Real

 

blog-mae-perfeitamente-real

Alguém que tem um blog com esse nome, só podia ser “gente como a gente” né? Haha E a Karina é assim mesmo, por isso adoro acompanhar os seus posts no lá no instagram. A Ka é mãe da Maria Eduarda, é publicitária e mora em São Paulo – e dá várias dicas legais de passeios e programas pra fazer com as crianças na cidade :)

Blog
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Snapchat: blogmpr

Lívia – Mamãe Virtual

 

blog-mamae-virtual

Mãe do Filipe, a Lívia tem uma bela história de luta com o filho, que nasceu prematuro e enfrentou algumas batalhas no seu primeiro ano de vida. Também a acompanho há bastante tempo pelo Insta, e com a aproximação dela com a Geisa (Na Mira da Mamãe) fui conhecendo ela um pouco melhor nos últimos meses J Tive o prazer de conhecê-la pessoalmente este ano, durante o evento de lançamento do StreamTeam Netflix, que ela também participa, e foi suuuper legal. Taí alguém alto astral e que transborda amor pelo filho e pela vida!

Blog
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Snapchat: mamaevirtual

Fabi – Mamãe Prática

 

blog-mamae-pratica

O blog Mamãe Prática é escrito pelas irmãs gêmeas Fabi e Mari. A Fabi é mãe do Serginho e mora em São Paulo e a Mari é mãe da manu e mora em Curitiba. O blog das meninas é recheado de dicas práticas pra facilitar o dia a dia das mães, inspirações de decoração, enxoval, festinhas e tudo que rodeia o universo materno. Muito informação bacana que nos ajuda naquela hora de indecisão ou dúvida, sabe?

Blog
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Snapchat: mamaepratica

 

Bom, pra não ficar um post muito longo – e dar tempo de vocês conhecerem todos os blogs..rs – eu dividi o post em duas partes. Logo logo compartilho com você quais são os outros, combinado?

Se vocês tiverem outras mães e blogs que gostam de acompanhar, deixem a dica aqui nos comentários. É sempre muito legal conhecer outros pontos de vista!

Ah, e me lembrei agora que já havia compartilhado uma lista de blogs que gostava de seguir láááá em 2012..rs Se quiserem relembrar, é só acessar AQUI.

Beijos,

Mari


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